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terça-feira, 12 de junho de 2007

Eu roubei uma torta

Dona raposa só vive na mardade
Me faça a caridade, se vire e dê no pé
Raul Seixas (Capim guiné)

O filme é "Homens de honra". Depois de passar o dia todo sob um sol escaldante junto ao portão do quartel onde fora se apresentar, Carl Brashear (Cuba Gooding Jr.) é autorizado a entrar. A primeira coisa que ele vê é um marinheiro só de cueca no meio do pátio, pulando, batendo uma panela e repetindo sem parar: "Eu roubei uma torta, eu roubei uma torta, eu roubei...".

Depois de ter assistido a essa cena, eu fiquei com aquilo na cabeça. Sempre que me acontece alguma coisa insólita, daquelas que eu diria "eu mereço...", eu digo "eu roubei uma torta", como um amigo diz "eu joguei pedra na cruz" (na verdade, essa de jogar pedra na cruz eu nunca entendi direito), mas acho que eu consegui explicar o sentido da coisa, né?

Pois então, estou inaugurando esse novo marcador hoje com a história que eu assisti ontem no Repórter Record. A rede Record, na minha TV, pega no canal 18, eu não assisto nunca, mas ontem a reportagem me chamou a atenção: uma equipe de TV saiu pra visitar a nascente do Rio Amazonas, no Peru. Ôba, eu gosto de reportagem de aventura, mas essa foi, no mínimo hilária, por conta da repórter, coitadinha. Uma menina bonitinha, delicadinha, praticamente uma princesa. E eu fiquei imaginando quem foi o malvado que escalou a pobrezinha pra fazer uma reportagem de aventura a mais de 5.000m de altitude, com frio de dez graus negativos!!!

Pois ela foi! Nas cidades, não conseguia interagir com as pessoas, provava as comidas locais com cara de nojo, não gostou de nada, reclamou de tudo. A 3.500m tentou tocar uma alpaca, animal selvagem que não aceita ser domesticado. É claro que ela não conseguiu, naquela altitude, correr atrás do bicho. Provavelmente ela estava de botinha de salto alto, pra completar. Depois tentou comer a fruta de um cacto e, novamente, achou horrível. Um pouco mais pra frente, continuava reclamando: "Eu quero um banheiro, eu quero uma cama quente, eu quero um chuveiro, eu quero ir pra casa...". Sem preparo físico, sem equipamento adequado, sem conhecimento da jornada e sem experiência em aventuras, sofreu muito. Foi até engraçado, eu fiquei imaginando a bonequinha de luxo congelando a bundinha pra fazer xixi do lado de fora da barraca.

2 comentários:

maristela bairros disse...

Eu, aqui, no meu cantinho, envergonhada da silva, fico pensando: porque, Deus do céu, essa gurizada quer ser jornalista se sabe que nem mesmo Bozó se deu bem? Acho que vou montar um workshop pressa gurizada. Sem querer ser nojenta e já sendo.
abraço
maristela

maristela bairros disse...

Doutor: passo a admirá-lo ainda mais porque também foi doutor em besteirologia e fez coisas boas por quem precisa. Eu faço besteiras mas ando muito relapsa com os de fora de casa. Sabe: correria pela sobrevivência, canseira, etc etc.
abração
maristela