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segunda-feira, 2 de abril de 2007

Como é mesmo?

O que será que será
Que dá dentro da gente que não devia
Que desacata a gente que é revelia
Chico Buarque (
O que será)

Eu vivo recebendo e-mails totalmente inúteis, normalmente com anexos .pps ou .wmv que eu apago sumariamente, mesmo que vindos de amigos queridos ou familiares. Eu tenho mais o que fazer, não vou ficar horas lendo uma apresentação pesadíssima no Power Point, com música melosa ao fundo, dizendo pra eu ser mais paciente com as pessoas. Eu sou impaciente, sim, e daí? Quem acha isso ruim, não fique perto.

Hoje recebi um falando de odontologia, e só abri porque era texto puro, sem firulas. Li tudo, concordo com uma porção de coisas e discordo frontalmente de outras. É um texto escrito pelo colega Otávio Colonna, publicado no site Medcenter, falando sobre a diferença que faz a 'consulta inicial' ser chamada de 'orçamento'. Até aí eu concordo, o colega afirma que para se fazer a primeira consulta nós investimos na nossa formação e isso não se resume a fazer um orçamento, mas ele coloca que isso é um hábito que nós temos e que vai em detrimento (sic) do marketing odontológico.

Ora, vocês todos sabem o quanto eu a-d-o-r-o (atenção, um link em cada letra!) marketing! Só de escrever a palavra eu fico todo arrepiado. Credo!

Bom, mas o que me chateou no artigo muito bem escrito, é que ele não afirma categoricamente que essa consulta inicial deve ser cobrada. Talvez o doutor tenha ficado receoso em cutucar a ferida dos adeptos do 'marketing da mentira', onde o profissional diz que não vai cobrar, o cliente acredita, ele cobra de outro jeito e fica todo mundo feliz. Eu acho que um profissional que estudou no mínimo 14 anos para poder colocar a placa na frente do consultório merece receber pelo seu serviço. Ou você não acha que é totalmente indigno pedir para que o CD faça a consulta inicial de graça? Você pede ao jardineiro que corte a grama de graça? Ou ao vendedor, que lhe dê uma camisa? Não. São serviços que são pagos sem qualquer discussão, mas o dentista tem que 'dar uma olhadinha', sem cobrar. Bonito, né?

Então, eu não ligo se chamam de orçamento, desde que paguem pelo meu serviço. Eu vivo dizendo que não está certo colocar o dinheiro à frente do bem-estar do seu paciente, mas pedir pra fazer de graça já é demais!

Um comentário:

Liliane disse...

Oi, Mr Teeth
Entrei aqui via Frankamente! E gostei do seu blog!
Nesse caso acho que voce tá cheio de razão também acontece isso com nós arquitetos... Já me aconteceu inclusive ir jantar na casa de amigos, e ao fazer o tour pela casa ser convidada a dar uma "opinião" na decoração... Imagina a cara-de-pau da pessoa humana! E nessas horas a gente tem que se fazer de doida, para evitar maiores constragimentos!!