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Da Paraíba para o mundo, com amor:

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Bem-feito

Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Chico (Homenagem ao malandro)

Eu não sei fazer as coisas meio pela metade. Se eu começar a fazer alguma coisa, pode cair o mundo à minha volta que eu não largo até que fique perfeito, na minha humilde opinião. Acho que eu sofro muito por isso, porque a gente não consegue ser 100% em tudo o que faz, então, quando eu não consigo chegar ao meu nível de expectativa, a frustração é certa. E fica o sonho de voltar lá e terminar o que eu comecei.

Outro dia um idiota entrou aqui e fez um comentário anônimo (como todos os covardes, ele não colocou o nome) sobre um post meu que falava sobre convênios, franquias ou sei lá o quê. O infeliz não merece que eu vá procurar link pro post em questão, ele deve ganhar a vida vendendo essas picaretagens e não gostou do que eu escrevi. Se não gostou, mude de página. Eu não gostei do que ele escreveu e apaguei, o blog é meu e eu faço o que eu quiser.

Mas o foco aqui é outro: eu não sei ser picareta. Eu sou das antigas. Eu faço questão de atender pessoalmente TODOS os meus clientes, acho que eles gostam disso, é uma atenção especial do profissional. Além disso, a gente evita que uma auxiliar desastrada ponha o tratamento a perder. Podem me perguntar se isso vale a pena, do ponto de vista financeiro. Não, não vale. É muito mais lucrativo eu colocar 4 clientes na clínica e 4 auxiliares atendendo-os, enquanto eu só fico supervisionando, planejando os casos, fazendo as consultas iniciais e aproveitando o dinheiro. Mas o meu sistema é esse mesmo, eu gosto de atender um por um. Tem muita gente que argumenta comigo que a socialização da Ortodontia é um processo inexorável. Concordo, mas da forma como está sendo feita, é um horror. Socializa-se a profissão com evidente perda de qualidade. Não venha me dizer que você consegue supervisionar 4 pacientes ao mesmo tempo, porque não consegue. Sempre fica alguma coisa pra trás.

Então, eu não ligo se eu ganho menos que os caras que enchem a clínica de 'auxiliares' e atendem trocentos clientes de cada vez. Eu gosto que os meus tratamentos fiquem perfeitos, independente de quanto eu vá ganhar no final do mês. Já até perdi as contas do tanto de vezes que escrevi isso aqui, mas é a pura verdade. Não aceito socializar a profissão enchendo o mercado de maus profissionais e aproveitadores de todos os tipos, que ganham com o nosso trabalho lançando convênios e franquias. Chega de picaretagens.

5 comentários:

Anônimo disse...

"Se tu falas muitas palavras sutis
E gostas de senhas, sussurros, ardis..."hino de duram - Chico Buarque

Oi chefin!como andam as coisas por ai? "bão"! Eu assino em baixo e dou fé!
-a pergunta é: -que tipo de profissional vc levaria seu filho? será que o tal "idiota anônimo" tem capacidade para responder tal pergunta? pra ele fica a dica - entre numa academia, e treine a empatia. -Será que tem academia pra isto?? -uai! não sei não! -então ele vai ter que aprender com as consequências do anonimato.
UM ABRAÇO
CAMILO

Anônimo disse...

é uma pena que profissionais com o seu sentido de seriedade profissional estejam cada vez mais lesados pelos "espertalhões" que vendem a profissão por qualquer franchising que reluz, mas está longe de ser dourado. O Eldorado dos convênios é um caminho que só retirou e continua retirando dignidade profissional aos CD's. Enquanto não nos dermos ao respeito, nunca seremos respeitados. Abraço Oclusivo
Mal Agradecido

PS: uso o contacto anônimo por preguiça de fazer novo registo pois já não me lembro da senha que usei para ser "mal agradecido", mas não deixo de mandar o meu abraço identificado. eheheheh

KeLviN - ORTHOFREE BLOG disse...

Querem prostituir a ortodontia, em nome do vil metal e disso não medem esforços para se fazerem aceitos então criam um nome bonito: socialização. O pior de tudo é que isso cresce demais, mas nunca, nunca mesmo vai ofuscar aqueles que realmente tem compromissos com a seriedade da profissão.
[ ]s

Anônimo disse...

Olá Mr. Teeth, me chamo Eduardo sou ortodontista em Fortaleza, já faz um tempo que leio seu blog, primeiramente, gostaria de lhe parabenizar pelo sucesso do blog. Muito das minhas opiniões são contrárias as suas em determinados assuntos, porém não tenho a pretensão de lhe convencer de nada. Mas mesmo assim vou postar meu comentário.
Acho que a utilização de auxiliares, principalmente, na ortodontia é de extrema validade já que a maior parte do tempo de atendimento é dispensado à tarefas rotineiras como, tiras elastics, polimerizar braquetes e trocar fios. Lógico que em alguns casos temos que por a mão na massa fazendo dobras e quebrando a cabeça para corrigir aquela giroversão mais complicada ou aquele planejamento que não está indo bem. Mas o ponto chave é: TEMPO É DINHEIRO, SE PERDEMOS TEMPO COM TAREFAS QUE OUTRA PESSOA MENOS QUALIFICADA PODERIA FAZER ESTAMOS PERDENDO DINHEIRO. Eu gosto de dinheiro, se você não gosta ignore esse comentário. P.S: Nunca pare de blogar você é um ótimo escritor.

Anônimo disse...

No Brasil, digo de passagem, que país de merda, tudo é feito às avessas.

Enquanto que na França todos os dentistas trabalham sob a tutela da segurança social, o valor da remuneração efectuada pelo estado está a altura do trabalho do profissional, no Brasil é ao contrário, o mercado de convênios, aniquila, ridiculariza, espezinha o C.D., seja ele clínico geral ou não. É geral, está em tudo.

Na América, está tudo nas mãos das seguradoras, se vc tem seguro saúde, vc tem dentista e tudo mais. O profissional recebe bem, vive bem, pois lhe é cobrado muito mais que no Brasil, mas há retornos, uma extração de ciso pode chegar facilmente a uns 700 dolares.

A tal socialização, palavra bonita para designar o que chamo de roubalhização - a globalização do roubo so seu trabalho e dignidade de C.D.

Uma vergonha !