Normas

Da Paraíba para o mundo, com amor:

Todo o material publicado nesta página representa o ponto de vista parcial e preconceituoso de um indivíduo do século passado. Se você achar aqui afirmativas que lhe pareçam sexistas, xenófobas, racistas ou, de qualquer outra maneira, ofensivas a seus pontos de vista, pare de ler imediatamente. Ou prossiga, a seu próprio risco. Ou não.

Use antes de agitar: leia as normas do blog e lembre-se: comentários são moderados. Anônimos não serão publicados.

E aproveite que eu sou professor: se você achar que eu posso ajudar, mande um e-mail para mrteeth@ghersel.com.br

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Desenvolvimento



Reparou no subtítulo? "A land untouched by modern dentistry". Só não consegui entender se o autor do guia da Molvania considera isso uma vantagem ou um problema...

Liberdade

Se é obrigatório, não é democrático. Agora todo mundo tem o direito de fazer operação de hemorróidas, de graça, obrigatória.

Bom, né?

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Governo Federal

Uôpa, agora parece que a corja federal resolveu botar pauzinhos na fogueira da Odontologia. Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde. Quem não tiver paciência para ler tudo, pelo menos saiba mais ou menos do que se trata:
"Até o lançamento do Brasil Sorridente, em março de 2004, a atuação do governo federal com a saúde bucal se resumia ao repasse de recursos para cada equipe de profissionais montada pelo município...
...Cada equipe é formada por um dentista, um auxiliar de consultório e um técnico em higiene bucal. Esses profissionais estão aptos a fazer extração dentária, restauração, aplicação de flúor, resina e próteses dentárias gratuitas. Eles também estão sendo orientados a diagnosticar o câncer de boca, um dos principais problemas da saúde bucal no País."

Ou seja, mais uma vez o foco está errado. Ao invés de dar educação e condições de prevenção, aposta-se no populismo da dentadura gratuita. E ainda tem mais:

"Além do atendimento básico, pelo Brasil Sorridente a população passa a ter acesso também a tratamentos especializados, como canal, doenças da gengiva, cirurgias odontológicas, câncer bucal em estágio mais avançado, endodontia e ortodontia. Isso será possível com a construção de Centros de Referência. Antes do Brasil Sorridente apenas 3.3% dos tratamentos especializados eram feitos pelo Sistema Único de Saúde. Dois desses centros já estão em funcionamento: um em Sobral (CE) e um em Caruaru (PE). Até o final de 2006, 354 centros de referência serão inaugurados em todo o País, sendo 100 ainda em 2004."

É brincadeira? Agora, Cara-Pálida, além de você destinar a maior parte do seu rendimento para o sócio, ainda tem que disputar clientes com ele, que vai tratar "de grátis". Só para esclarecer: você é extorquido nos impostos, eles pegam esses impostos e constroem clínicas para atender os seus possíveis clientes, que deixam de ir ao seu consultório e, assim, você recebe menos. E eles estão usando O SEU DINHEIRO para isso, entendeu?

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Composição de medicamentos

Notícia de hoje no site do Terra: Bebê é internado após usar remédio "Doutorzinho". Bom, até aí a história é previsível, porque remédio fazer mal pra criança não é exatamente novidade. O problema, independente do uso errado que os pais fizeram da medicação, é que o tratamento foi dificultado porque ninguém sabe direito o que tem dentro do frasco. Tem cheiro de cânfora, mas não consta a composição. Tratamento sintomático e ponto!

Isso me lembrou da minha época de acadêmico, quando estava na moda, na minha faculdade, tratar alveolite com uma medicação chamada "Alveosan". Pois o tal medicamento era vendido (não sei se ainda existe) na dental, para os CD´s, uma pomada marrom com cheiro forte que vinha SEM BULA, só trazia escrito, no tubo, que era indicada para o tratamento de alveolite. Funcionava, até porque a quantidade de casos de alveolite que a gente tinha era brincadeira... talvez porque os pacientes já chegassem na clínica com infecções periapicais intratáveis, talvez pela quantidade de tártaro (que caía no alvéolo durante a extração), ou porque ainda não se usava autoclave, só estufa térmica, ainda mais que a esterilização do instrumental era responsabilidade do próprio acadêmico, imagine...

Mas o fato é que se usava uma medicação que NINGUÉM sabia o que continha. O professor indicava, os alunos usavam. Eu sempre preferi usar o curativo para alveolite que o papai ensinou (é, meu pai é CD também e foi professor, meu inclusive): óxido de zinco e sulfa em pó (aquela, de colocar em machucado) em proporções iguais, eugenol pra fazer a massa. Anestesia, curetagem caprichada e preencher o alvéolo com a massaroca recém misturada, mandar o cliente pra casa. Em uma semana a bolota de massa, endurecida, cai, e o alvéolo está curado. Simples e a gente sabe o que está colocando na boca do cliente.

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Quantos?!?


Nove entre dez dentistas recomendam escovar os dentes diariamente.

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Colgate no Terra

Não, não é Colgate na terra, é no Terra mesmo. É um site que eu ainda não conhecia, que fala de saúde bucal. Me pareceu interessante, pelo menos não vi nenhuma barbaridade escrita lá, ainda preciso ler com mais calma. Se você quiser ver com seus próprios olhos, está aqui.

Sites, livros, folhetos, agora parece que a Odontologia resolveu sair do armário. Ou é isso, ou o povo tá desesperado para conseguir uma fonte alternativa de renda, porque o consultório não dá mais para cobrir as despesas. Eu, pessoalmente, aposto nessa última hipótese, porque a quantidade de "profissionais" no mercado hoje é assustadora. Pior: se esses profissionais cobrassem preços justos por seu trabalho e não fizessem propaganda enganosa, a coisa não estaria tão feia. Aliás, responda depressa aí, cara pálida: existe alguma propaganda que não seja enganosa?

terça-feira, 9 de agosto de 2005

E por falar em obrigação...

Lendo o blog Malvados, um dos meus favoritos, encontrei uma coisinha interessante, que me fez ficar ainda mais revoltado com a quantidade de dinheiro que nós, pobres trabalhadores bucais, temos que dar ao nosso sócio majoritário, vejam só:



É quase certo que esse será o próximo passo, quase certo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

Obrigado não! - o retorno

Capítulo 2 - O DESARMAMENTO

E como se não bastassem as eleições para os diversos bandidos que se fazem de gente de bem, como vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidentes diversos (do país, condomínio, ABO, CRO etc), nós ainda seremos obrigados a votar no tal desarmamento. Somos obrigados a ir lá dizer se somos a favor ou não do desarmamento.

Ora, eu, pessoalmente, não sou a favor nem contra, muito pelo contrário! Eu sou a favor da liberdade de escolher se eu quero votar ou não. Eu sou contra ser obrigado a sair de casa em um feriado para fazer uma coisa tão inútil como votar nessa porcaria.

terça-feira, 2 de agosto de 2005

Obrigado não!

Quando comecei este blog eu jurei pra mim mesmo que não ia colocar coisas pessoais aqui, só assuntos relacionados à Odontologia. Hoje vou escrever sobre uma coisa que me deixa indignado, e tem muito a ver com Odontologia, embora alguns possam discordar: a obrigatoriedade de certas coisinhas ridículas e inúteis. Às vezes eu sinto que tem alguém sem ocupação inventando um jeito de atazanar a vida dos outros, veja só:

Capítulo 1 - O RECADASTRAMENTO

Muito bem, o CFO resolve, sabe-se lá por que motivo, mudar o modelo da carteira profissional. Ora, todo mundo sabe que essa carteira é completamente inútil, mais um trambolho para ocupar espaço na gaveta, porque a gente tem carteira de identidade, de trabalho, de motorista, de doador de sangue, órgãos, olhos, de estudante, cartão do banco, de crédito, do ônibus, etc, etc, etc. Mas, tudo bem: se o CFO acha que essa carteira é tão importante, mude, pode mudar, eu não me importaria. Claro, eu não me importaria se não fosse OBRIGATÓRIO eu largar tudo e ir até o CRO para dizer para eles os meus dados. Será que eles não pensaram em colocar um formulário na internet?

Não! Isso seria muito fácil. A tal pessoa desocupada tem que arrumar um jeito de complicar a vida da gente. Pois eu tive que ir ao CRO falar com a secretária, dizer a ela uma porção de coisas que poderia dizer por telefone, ou preenchendo um formulário qualquer, internet, correios, SMS do celular, qualquer coisa que não me obrigasse a ir até lá.

É, eu sou um anti-social incorrigível!
Aguarde o capítulo 2, para breve.

terça-feira, 19 de julho de 2005

Entidades de classe - para que servem?

O SINDICATO

Nosso sindicato tem, para começar, nome errado. Ora, eu sou Cirurgião Dentista, está lá no meu diploma de graduação, escrito com todas as letras. Porque é que eu não tenho um Sindicato dos Cirurgiões Dentistas? Porque é que, se eu quiser me filiar, tem que ser ao Sindicato dos Odontologistas? Não acho certo.

Bem, mas a princípio, nosso sindicato deveria servir para nos defender em pelejas contra governo, empresas, secretárias demitidas, essas coisas. Você alguma vez foi defendido por alguma entidade, cara pálida? Não?!? Mas será possível que você não paga a "contribuição sindical", tão querida e obrigatória na nossa vida? Pois é, para cobrar elas são ótimas, mas na hora de prestar o serviço para o qual foram criadas, as nossas entidades de classe deixam muito a desejar. Os sindicatos se metem a ministrar cursos, promover eventos ou, no mínimo, só arrancar dinheiro da gente mesmo. E a defesa da classe, quando existe, fica por conta do Conselho ou da Associação (vamos falar deles depois). Ou seja, o sindicato existe, cobra, não atua e ainda faz coisas que não deveria.

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Choradeira

Engraçado, nem demorou nada e começou a choradeira por causa do livro do tal colega Bilbancos... pois não é que na edição seguinte da Veja já apareceu o imimimimimi dos debilóides de plantão? Pois vejam, na carta da "doutora" (ela se assina assim, Doutora, vejam só, será que tem doutorado? Duvido!) Evelise Santos, ela reclama que o colega desconhece a especialidade ortopedia funcional dos maxilares. Pois deveria desconhecer mesmo, essa especialidade é cruza de demômio com coisa ruim. Especialidade mentirosa, pois não há crescimento em adultos, então não dá pra fazer ortopedia neles. A "doutora" mente, para ela e para os seus pacientes.

Outra que reclama é a CD Maria Aparecida Yacoub. Essa, pelo menos, assinou que é especialista, não "doutora" (credo, quanta arrogância da moça, que horror). Também argumenta que existe a especialidade. Oras, existe coprofagia, e nem por isso é uma coisa normal. Vamos, gente, acorda! Isso é mentira, não dá pra fazer ortopedia em adulto, não tem como! Pra modificar maxila e mandíbula, só com cirurgia.

Tenho dito.

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Livro

Li, na última edição da revista Veja sobre o trabalho do colega Fábio Bilbancos (Boca! Tudo o que você precisa saber para ter um sorriso saudável), um livro sobre saúde bucal para o leigo. Tudo bem, parece que o moço conseguiu escrever em linguagem acessível e didática sobre a Odontologia e temas relacionados. Pelo pouco que vi, a impressão é boa, mas fica uma pergunta: porque cada vez mais os CD´s procuram alternativas para ganhar uns trocados? Será que a nossa profissão está tão aviltada que o bom e velho consultório já virou bico para a maioria?

O que vejo hoje é um bando de dentistas querendo a todo custo dar aulas, escrever livros e artigos (não artigos científicos, mas em revistas de fofocas), fazer propaganda em tudo quanto é mídia, aparecer na TV... parece que virou festa: ao invés de ser um tratamento de saúde, a Odontologia se voltou quase que exclusivamente para a estética e os tratamentos viraram produtos que os dentistas tentam empurrar goela abaixo dos pacientes, vender, vender, vender!!!

E o nosso colega Fábio vai faturar, com certeza, alguns trocados vendendo o livro e alguns pacientes a mais. Ou fregueses. Porque o tratamento é um produto que deve ser comprado o mais rápido possível, não importa se o freguês precisa dele ou não.

segunda-feira, 20 de junho de 2005

Os médicos estão no mesmo barco

Bom, parece que, pelo menos, os nossos amigos "etcos" colocaram os médicos também no filme infame (Fernanda Torres, com a voz de quem foi envenenada por cianureto: "E quando o dentista me propôs um desconto para não levar recibo, eu recusei!!!")

Pelo menos essa é uma boa notícia: os médicos são bem articulados, têm um sindicato decente, um conselho atuante (que não está cheio de fantoches) e associações realmente fortes. Menos mal, é provável que possamos pegar carona na indignação deles com essa palhaçada.

ETCO - só porque eles querem!

Como se já não bastasse o governo federal, que nos leva a maior parte do dinheiro que deveria servir para nosso sustento, agora aparece esse tal de instituto etco (assim mesmo, sem o "i" e sem acento), clamando por ética e cidadania. Em um dos filmes, veiculados pela rede globo, fala-se da questão do recibo do dentista. Acontece que o tal instituto é dirigido por um certo Emerson Kapaz, industrial paulista com os bolsos cheios de dinheiro e que pode reclamar de barriga cheia dos juros e dos impostos do país.
Ora, senhor Kapaz, para mim o senhor é inKapaz de avaliar o que passa um profissional que estudou a vida toda e agora tem que entupir dentes com resina composta importada para ganhar uns trocados. Eu queria saber se o senhor Kapaz deu recibo em TODAS as transações que fez na vida. Duvido! Olhe para o seu rabo, antes de puxar o dos outros.

Pô, cadê o nosso sindicato para reclamar?!? Cadê o CFO pra mandar esses caras engolirem esse filme? Porque nós pagamos, além do sócio (o Lula e sua corja) o conselho, as associações, o sindicato e outros ladrões?

Assim, eu, Mr. Teeth, com todos os dentes de fora, lanço uma campanha de cidadania: não aos impostos escorchantes do governo dessa maldita república de bananas!!! Colega, não dê recibo, principalmente se o seu cliente for industrial, principalmente se o sobrenome dele for Kapaz! Desobediência civil já! Vamos juntar todo o dinheiro que o governo nos roubaria em impostos e fazer uma campanha na rede globo contra os industriais paulistas, populistas, cariocas curiorocas e outras poporocas!

terça-feira, 14 de junho de 2005

O nível da Pós-Graduação

Qual a diferença entre cursar especialização, mestrado ou doutorado?

Claro, alám das prerrogativas do mestre, de poder coordenar cursos de especialização (e ganhar um monte de dinheiro com isso), existem características importantes nesses cursos e títulos que nem sempre são respeitadas no nosso país, motivo por que pouca gente sabe, com certeza, quais são as atribuições de cada um deles. Vamos tentar clarear um pouco esse poço escuro:

Especialização: é o primeiro nível da pós-graduação, o primeiro título que você pode receber depois de formado. Existem uns picaretas por aí que colocam depois do nome: pós graduado em entortamento de raiz de canino. Mentira, isso não existe. O cara, provavelmente, fez um cursinho de final de semana, aprendeu pela metade e resolveu que isso era uma grande coisa. Ou ele tem, no mínimo, especialização, ou só tem título de graduação. Por outro lado, esse é o título certo para quem quer trabalhar na clínica, no consultório, atendendo seus clientes. O especialista é o profissional que se aprofundou naquela disciplina, estudou a fundo e sabe exatamente o que fazer para resolver os problemas clínicos que se apresentam. É o "super-dentista"!

Mestrado: É o curso para quem quer ser professor, ainda que eu nunca tenha entendido porque um ser humano poderia ter essa vontade: trabalha-se muito, ganha-se pouco e às vezes encontra-se um ex-aluno na rua, que ganha bem mais do que você... bem, mas o mestrado é para o professor. É por isso que o coordenador dos cursos de especialização em Odontologia têm que ser mestres. Devem ser professores, para isso. O problema é que, com o aumento da oferta de cursos de mestrado e com a aberração dos mestrados profissionalizantes, aumentou muito o número de mestres por aí, e não tem faculdade suficiente para todo mundo, resultado: mestres trabalhando no consultório, lugar de especialista.

Doutorado: O doutor é, antes de tudo, um pesquisador. Os cursos de doutorado, a princípio, devem ser voltados à pesquisa, à orientação e ao desenvolvimento de novas técnicas e materiais. Doutores só deveriam lecionar em pós-graduação, mestrados e doutorados, pesquisar e orientar pesquisas. Novamente os paradoxos do nosso país fazem com que os doutores acabem nas salas de aulas da graduação e da especialização, ou por falta de laboratórios para as pesquisas, por falta de dinheiro, por falta de alunos interessados em fazer iniciação científica, por falta de dinheiro no bolso do doutor, que precisa procurar outra fonte de renda. Infelizmente é a nossa realidade, cabe a nós tentarmos mudá-la.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

CFO - ajuda ou atrapalha?

Eu já tinha avisado que eu gosto de reclamar, principalmente do CFO. Pois então eu vou explicar os motivos. Nossa profissão é difícil, trabalhamos sozinhos, sem ter com quem dividir as responsabilidades. Médicos têm os colegas para ajudá-los, qualquer cirurgia, por pequena que seja, sempre tem uma equipe. Não na Odontologia. O CD está sempre sozinho. Se errar, babau!

Então, o nosso Conselho deveria ser um órgão que nos ajudasse a superar melhor os grandes desafios da profissão, indicando os melhores cursos, fiscalizando esses cursos (aliás, esse é um tópico ao qual que quero voltar, muita polêmica!), tirando do mercado os maus profissionais, implementando um código de ética decente, melhorando a legislação. Ao invés disso, inventa eleições obrigatórias, recadastramentos obrigatórios e outras obrigações a mais. Mas será possível que esse órgão só existe para incomodar a vida da gente? Inventa "novas especialidades" (outro tópico para discutir depois) e exames para especialidades, como se já não houvessem especialidades e especialistas o bastante.

Eu acho que os dirigentes do nosso conselho deveriam rever suas prioridades, tentar ajudar um pouco, ao invés de atrapalhar a já tão difícil vida do Cirurgião Dentista.

terça-feira, 7 de junho de 2005

Frase

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto"

Rui Barbosa

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Comercial da Coca Cola

Direto do site da ABO-nacional: o Conar - Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária retirou do ar o comercial da Coca Cola em que um jovem abria uma garrafa de refrigerante com os dentes, veja aqui. Muito bem, falta agora uma concientização de que piercing na língua também pode causar fraturas de dentes, erosões em mucosa e outros probleminhas bucais, mas esse aí já é um bom começo. Leia a notícia, eu recomendo!

Onde fazer especialização - a equipe

Você pensou que tinha acabado? Nãããão, ainda tem coisas para você verificar, antes de fazer sua matrícula naquele tão sonhado curso de especialização.

Seja qual for a especialidade que você escolheu, um ítem importantíssimo é a equipe de professores que ministra o curso. Não se engane: alguns coordenadores colocam nomes estrelados na equipe mas, no dia-a-dia do curso, quem está em contato com os alunos não são essas estrelas. Verifique direitinho quem é que fica responsável por cada disciplina, se esse professor será o que vai acompanhá-lo na clínica, no laboratório, quantas aulas teóricas ele vai ministrar. Você pode encontrar nomes desconhecidos mas, nem por isso, menos capacitados. Alguns profissionais não aparecem muito, questão de marketing: alguns são bons e não aparecem, outros são famosos mas não são tão bons. Continua valendo a regra: pesquise o currículo, pergunte a profissionais em quem você confia, ouça a opinião do seu professor da graduação.

Tenha em mente que a titulação da equipe permanente é tão importante quanto a do coordenador. Uma estrela à frente de uma equipe mal preparada não consegue manter a boa qualidade do curso. Já uma equipe que funciona como tal, que se entende, com professores capacitados e que trabalham juntos há anos consegue resultados bem mais interessantes.

Aguarde, depois escrevo mais.

sábado, 4 de junho de 2005

Onde fazer especialização - a instituição

Depois de namorar o curso e verificar as credenciais do orientador, convém que você avalie a instituição em cujas instalações ele é ministrado. Sinceramente, eu acho que TODO o estudo da Odontologia deveria ser nas universidades, sejam elas públicas ou privadas, mas sempre dentro de universidades. Infelizmente não é o que acontece. No Brasil de hoje, a maioria dos cursos de pós-graduação em nível de especialização acontece em entidades de classe. As ABO´s foram pioneiras, mas hoje existem cursos em sindicatos, associações de especialidades e até em clínicas das forças armadas e particulares. Eu acho isso um absurdo, mas essa é só a minha opinião.

Em todo caso, como as forças armadas servem para defender o país, o sindicato deveria servir para representar a classe e as clínicas particulares não têm nada a ver com ensino, procure uma instituição que possua boa infra-estrutura. Boas clínicas e laboratórios são essenciais e, principalmente, instituições de renome. As ABO´s e as universidades (com os poucos cursos que estas últimas oferecem) são, normalmente, apostas seguras.